Belo Horizonte recebeu da UNESCO, no dia 30/10/2019, o título de Cidade Criativa da Gastronomia. Esse título coloca a capital mineira em um grupo restrito de cidades no mundo todo, as quais se destacam em diversas áreas culturais.

BH já é conhecida como a capital mundial dos butecos, um título simbólico por ser a capital com mais bares por habitantes no mundo todo. Por bares entende-se qualquer estabelecimento onde se possa comprar e consumir bebidas alcoólicas.

A capital mineira também é bastante conhecida e respeitada pela sua gastronomia, que talvez seja a mais apreciada do Brasil devido à sua diversidade. Eu, como bom mineiro que sou, fico muito feliz com o fato da cozinha mineira ter sido reconhecida com esse título, o que reforça ainda mais a tese de que a mesa do mineiro é um dos principais pilares da gastronomia nacional.

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Por-do-sol em Belo Horizonte.
Pôr do sol em Belo Horizonte.
foto: Johnnie Lustoza

Claro que todas as outras cozinhas regionais brasileiras tem seus valores e grandezas, além de serem fruto das mais diversas riquezas populares e culturais espalhadas pelo nosso país. Mas como a ênfase desse post está no título recebido por BH, eu me dou ao luxo de tecer meus elogios à minha terra natal, Minas Gerais.

Além de Belo Horizonte, Fortaleza também passou a integrar essa Rede de Cidades Criativas, porém, na categoria Design.

Rede de cidades criativas da UNESCO

A UNESCO – United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (ou sua tradução Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) – criou em 2004 uma Rede de Cidades Criativas como uma forma de promoção da cooperação entre cidades que se identificam com diversos aspectos criativos, principalmente no que diz respeito às estratégias para o desenvolvimento sustentável.

São sete áreas criativas abrangidas pela Rede: Artesanato e Artes Populares, Artes Midiáticas, Filme, Design, Gastronomia, Literatura e Música.

Atualmente, no mundo todo, cerca de 250 cidades integram essa rede trabalhando juntas para alcançar um objetivo comum que é usar de sua criatividade e suas indústrias culturais de forma que eles estejam no centro de seus planos locais de desenvolvimento. Além disso, essa Rede busca uma cooperação ativa com os planos de âmbito internacional.

Feijão tropeiro
O feijão tropeiro é um dos pratos mais famosos e apreciados da gastronomia mineira. foto: Moe Alves em Wikimedia Commons

O processo

O edital para que as cidades se candidatassem foi divulgado em abril de 2019. Num esforço coletivo de diferentes e importantes órgãos parceiros, Belo Horizonte recebeu uma assessoria especializada da Secretaria Especial de Cultura, a qual faz parte do Ministério da Cidadania.

Em junho a cidade entregou o documento com todas as exigências preenchidas, para receber em outubro o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO.

Gastronomia em Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, o ditado “em casa de ferreiro, espeto de pau” não se aplica. O orgulho da cozinha mineira está presente em todos os lugares, seja na mesa dos belorizontinos, seja nas lanchonetes e, principalmente, nos milhares de restaurantes da cidade. E agora sendo uma Cidade Criativa da Gastronomia, o trem fica mais sério ainda.

Pão de queijo é um dos pratos que faz Belo Horizonte merecer o título de cidade criativa da gastronomia pela UNESCO.
foto: rodolfo silva on Unsplash

Se alguém for lanchar em qualquer canto da cidade, vai encontrar um pão de queijo ou uma broa de fubá. Quase todos os restaurantes da cidade, pelo menos um dia da semana, têm feijão tropeiro em seu cardápio. E não pára por aí, já que em qualquer buteco você pode encontrar um torresmo, uma vaca atolada ou canjiquinha, que são pratos típicos da nossa culinária. E a tal da linguiça caseira ou artesanal, que a maioria dos açougues da cidade oferecem? Cada um com uma receita diferente, diga-se de passagem.

Não é a toa que a comida é o item mais bem avaliado pelos turistas em visita à capital, segundo o Ministério do Turismo que diz também que a gastronomia de BH tem aprovação de 98% dos turistas estrangeiros.

E por falar em turismo, Belo Horizonte vem se destacando também pelo seu carnaval, que é considerado um dos maiores e melhores do Brasil.

Outras cidades criativas no Brasil

Com a recente inclusão de Belo Horizonte e Fortaleza na lista de Cidades Criativas, o Brasil passa a contar com 10 cidades integrantes dessa rede. São elas: 

  • Belém, Florianópolis, Belo Horizonte e Paraty – Cidades Criativas da Gastronomia. 
  • Brasília, Curitiba e Fortaleza – Cidades Criativas do Design. 
  • João Pessoa – Cidade Criativa do Artesanato e Arte Folclórica. 
  • Salvador – cidade criativa da música . 
  • Santos – cidade criativa do Cinema.

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Cervejas artesanais em Belo Horizonte

Além desse título de Cidade Criativa da Gastronomia, Belo Horizonte tem mostrado uma forte vocação em relação às cervejas artesanais. Juntamente com sua vizinha Nova Lima, ela vem se destacando no cenário nacional e internacional com a importante conquistas de prêmios em concursos de cervejas. São inúmeras medalhas conquistadas pelas cervejarias locais, o que tem deixado as duas cidades em evidência no cenário cervejeiro nacional.

E para completar as premiações, temos o exemplo do Ateliê Wäls que foi reconhecido pela Unesco e pela União Internacional dos Arquitetos como o melhor projeto de arquitetura na categoria restaurantes – etapa América do Sul, Central e Caribe – do Prix Versailles 2018, sendo a primeira cervejaria do mundo a conquistar esse prêmio.

Ateliê Wäls é uma charmosa cervejaria artesanal em Belo Horizonte, que agora é uma cidade criativa da gastronomia pela Unesco.
foto: Divulgação.

Também não posso deixar de falar dos bares que estão produzindo suas próprias cervejas, conhecidos como brewpubs, além dos bares cujas cervejarias funcionam em outro endereço.

Como exemplo temos:

Booking.com

Brewpubs

Joelho de porco do Wäls Gastropub.
Joelho de porco do Wäls Gastropub. É um dos pratos mais comuns da culinária alemã, mas também é muito consumido em Minas Gerais, já que porco é o que não falta na cozinha mineira.
foto: Divulgação.

Bares de cervejarias (sem produção in loco)

  • Barba Verde
  • Balcão Sátira
  • Bardon
  • Brüder Butiquim
  • Capa Preta Tap Room
  • Casa Évora
  • Casa Falke
  • Cervejaria Viela (no Mercado Novo)
  • Choperia Krug Bier
  • Espaço Cervejeiro Pajé
  • Estação Lift
  • Juramento 202
  • Köbes
  • Oak Island
  • Protótipo Bar
  • Sátira Growler Station
  • Stahlberg Bier Haus
  • Uaimií
  • Wäls Gastropub (compre cervejas da Wäls)

E aí, vai ficar sem visitar Belo Horizonte e deixar passar batido essa comilança boa demais da conta, sô?

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